Guia · Reservas
Como controlar os pagamentos e o que ainda falta receber.
Toda reserva tem três números: o valor combinado, o que já entrou e o que falta. Se você não consegue responder os três em segundos para qualquer reserva das próximas semanas, você não tem controle — tem a sensação de ter.
Enquanto o hóspede paga tudo na chegada, isso não é problema nenhum. O controle começa a existir no dia em que aparece o pagamento parcial — e ele aparece junto com o sinal, que é a primeira coisa que toda pousada passa a cobrar quando cresce.
Por que "pagou / não pagou" para de servir
Com sinal, uma reserva deixa de ter dois estados e passa a ter três: não pagou nada, pagou parte, pagou tudo. E "pagou parte" não é um estado — é um valor, que muda com o tempo.
Some a isso um hóspede que pagou metade por Pix e vai pagar o resto no cartão, outro que pediu para dividir em duas vezes, e um grupo em que o valor mudou depois do sinal. A pergunta "quanto ainda falta receber este mês?" deixa de ter resposta rápida.
Os três números — e o quarto que quase ninguém anota
O quarto é quando vence. Sem ele, "falta receber R$ 600" é uma informação morta: você não sabe se é para cobrar hoje ou se é de uma reserva de dezembro.
É a data de vencimento que transforma uma lista de pendências numa lista de tarefas. Sem ela, você olha o total pendente, se assusta, e não faz nada — porque não dá para saber por onde começar.
O valor combinado não pode mudar sozinho
Este é sutil e custa caro. Se o valor da reserva é calculado a partir da sua tabela de preços, no dia em que você reajustar a tabela todas as reservas antigas mudam de valor — inclusive as que já foram acertadas com o hóspede.
O valor combinado pertence à reserva, não à tabela. A tabela serve para sugerir na hora de criar; depois disso, o número é daquela reserva e só muda se alguém mudar de propósito.
O erro que apaga o histórico
O mais comum de todos: o valor da reserva muda — entrou mais uma pessoa, mudou a data — e alguém corrige o número escrevendo por cima. O total fica certo, e o que já tinha sido pago se perde.
Cada pagamento é um fato que aconteceu. Fato não se edita — se acrescenta.
Um pagamento é sempre uma linha nova: quanto, quando, como. O saldo é uma conta, não um campo que alguém digita. Enquanto o saldo for digitado à mão, ele vai discordar da realidade em algum momento — e ninguém vai saber qual dos dois está certo.
Como saber o que está atrasado sem procurar
Se você guarda os quatro dados de cada reserva — combinado, pago, falta, vence —, essa pergunta deixa de exigir busca. Ela vira uma ordenação: as reservas com saldo maior que zero, ordenadas por vencimento, e o que está no passado está atrasado.
Feito na conversa ou no papel, isso é meia hora de conferência. Feito numa lista com os campos certos, é olhar.
Checklist do controle de pagamentos
- Anote o valor combinado na reserva, e não só o preço da diária.
- Cada pagamento é uma linha nova: quanto, quando, como. Nunca sobrescreva.
- O saldo é conta, não campo digitado.
- Toda pendência tem data de vencimento.
- Ao mudar o valor da reserva, o que já foi pago continua registrado.
- Guarde a forma de pagamento — é ela que resolve a divergência na portaria.
- Uma vez por semana, olhe as pendências vencidas. Uma vez por mês é tarde.
Como isso funciona no resva.
O valor fica gravado dentro da reserva, e não puxado de uma tabela — reajustar o preço não mexe no que já foi combinado com ninguém. Ao cadastrar, o total é dividido em sinal e saldo automaticamente.
Cada pagamento entra como um registro próprio, com data e forma. O que falta é sempre calculado, nunca digitado. E a tela de pagamentos mostra o que venceu, o que vence e o que já está resolvido — sem precisar abrir reserva por reserva.
Antes disso: quanto cobrar de sinal para confirmar a reserva →
Saber quanto falta receber não devia dar trabalho.
Escreva uma reserva na demonstração e veja o valor ser dividido em sinal e saldo. É o mesmo código que roda numa pousada.